quinta-feira, 7 de março de 2013

Irmãos Grimm com sotaque nordestino



 Em João Bocó e o ganso de ouro, novo livro da série "Era uma vez... em cordel", o poeta cearense Arievaldo Viana e Jô de Oliveira apresentam sua versão sertaneja para a famosa fábula alemã

Com um jeito genuinamente brasileiro de apresentar grandes contos e fábulas infantis, a coleção "Era uma vez... em cordel", que foi inaugurada comA peleja de Chapeuzinho Vermelho com o Lobo Mau e O coelho e o jabuti, ganha um novo título. Agora, o poeta Arievaldo Viana e o ilustrador Jô Oliveira se reúnem e transportam mais uma história clássica para o universo estético do cordel. Bebendo na fonte dos Irmãos Grimm, a dupla traz para os pequenos leitores João Bocó e o ganso de ouro, história que reconta em ritmo de sextilhas (estrofes de seis versos) a fábula do rapaz simplório e de bom coração que tem sua vida transformada quando ganha uma ave mágica com penas de ouro.
Nesta versão sertaneja do conto alemão, o cordelista faz as figuras tradicionais do rei e da princesa dividirem a cena com personagens que remetem ao Nordeste rural – o padre, o sacristão, os camponeses –, enquanto o traço e o colorido das ilustrações de Jô Oliveira sublinham o estilo do Sertão nordestino: chapéu de couro e alpercatas são o uniforme de João Bocó, o herói cordial deste livro que é uma aula de cultura popular brasileira para as crianças.

O autor

Arievaldo Viana nasceu em Quixeramobim em 1967. É poeta, radialista, ilustrador e publicitário. Já publicou mais de 100 histórias em cordel, e junto com Jô Oliveira lançou O coelho e o jabuti (Globinho, 2011) e A peleja de Chapeuzinho Vermelho com o Lobo Mau (Globinho, 2011).
 
O ilustrador

Jô Oliveira nasceu na Ilha de Itamaracá em 1944. É quadrinista e ilustrador, com livros publicados no Brasil, na Argentina, na Grécia e na Itália. Em 2004 foi premiado com o Troféu HQ Mix na categoria “Grande Mestre”.

Outros títulos da série “Era uma vez...em cordel” publicados pela Globinho

O coelho e o jabuti

A peleja de Chapeuzinho Vermelho com o Lobo Mau
 
Ficha técnica

Título: João Bocó e o ganso de ouro
Autor: Arievaldo Viana
Ilustrador: Jô Oliveira
Gênero: infantil
Páginas: 40
Formato: 17,5 x 23 cm
Indicação: a partir de 7 anos
Preço: R$ 34,00
ISBN: 978-85-250-5268-1
Editora: Globinho

Assessoria de imprensa Tatiana Bandeira | Drielle Sá
Tel.: (11) 3767-7819 | 3767-7450 
Fonte: http://www.acordacordel.blogspot.com.br/

Convite - Caminhada da Biblioteconomia




 
Informamos que para marcar a comemoração pelo Dia do Bibliotecário e promover uma integração entre profissionais e acadêmicos da área, a Associação Profissional de Bibliotecários da Paraíba, o Conselho Regional de Biblioteconomia, o Departamento de Ciência da Informação, a Coordenação do Curso de Graduação em Biblioteconomia e o Centro Acadêmico de Biblioteconomia promovem neste sábado, dia 09/03 a Caminhada da Biblioteconomia. A concentração será às 16h em frente ao Busto de Tamandaré, divisa das praias de Tambaú e Cabo Branco.
 
Desta forma, convidamos cada um de vocês para participar da Caminhada da Biblioteconomia em comemoração ao Dia do Bibliotecário.

segunda-feira, 4 de março de 2013

Programa Papo Literário - Eduardo Macedo - fevereiro de 2013

DIA DO BIBLIOTECÁRIO NO RN


A Biblioteca Central Zila Mamede e o Departamento de Ciência da Informação (CCSA/UFRN)  convidam para evento alusivo ao "Dia do Bibliotecário", a ser realizado no dia 12 de março, das 14h às 17 horas, no Auditório da BCZM.
A data será comemorada com programação cultural, mesas-redondas e coquetel. Na oportunidade será sorteada uma cadeira de escritório giratória com rodízio, cuja imagem segue anexada junto aos convites. Os cupons para o sorteio poderão ser adquiridos na ocasião do evento,  antes do início das atividades.
A sua presença irá fortalecer a nossa celebração.

ADELPHA SILVA RODRIGUES DE FIGUEIREDO - BIBLIOTECÁRIA


ADELPHA SILVA RODRIGUES DE FIGUEIREDO - BIBLIOTECÁRIA.

Foi uma das primeiras bibliotecárias brasileiras.

Começou sua vida profissional como professora da Escola Americana de São Paulo, hoje denominada Instituto Mackenzie. Estudou farmácia e música, porém, seu interesse pela organização de acervos a levou a fazer o curso de biblioteconomia na Universidade de Columbia, em Nova York. Foi a primeira diretora da Biblioteca George Alexander, na Universidade Presbiteriana Mackenzie e da Biblioteca Pública Municipal Mário de Andrade.

Remodelou tecnicamente a biblioteca da Faculdade de Medicina e fundou em 1936 a primeira escola de biblioteconomia do Estado sob os votos da Prefeitura Municipal de São Paulo, formando a primeira turma em 1938.

Introduziu novas técnicas para a classificação de material, registro do acervo, arranjo dos catálogos e inovação do livre acesso dos leitores às estantes. Foi uma das fundadoras e primeiras professoras do curso de biblioteconomia da Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo (FESP-SP) - junto com Rubens Borba de Morais.

Reconhecida como uma das pioneiras intelectuais da biblioteconomia, junto com outros como, Lídia de Queiroz Sambaquy, Bernadete Sinay Neves, Laura Russo, Zila Mamede, Rubens Borba de Moraes, Edson Nery da Fonseca e Antônio Caetano Dias que deram os primeiros passos na concepção da biblioteconomia no Brasil.

Em 1948 participou da fundação da Escola de Biblioteconomia da Faculdade de Filosofia Sede Sapientae da Pontifícia Universidade Católica. Acompanhou os primeiros passos da Associação Paulista de Bibliotecários, dirigindo-a de 1947 a 1951 e foi durante a sua presidência que se realizou, em São Paulo, a conferência sobre o desenvolvimento de bibliotecas públicas na América Latina, sob os patrocínios da Unesco e DEA, em 1951.

Em sua homenagem, seu nome foi dado a uma biblioteca pública instalada pela prefeitura de São Paulo à Rua Carlos de Campos esquina com Avenida Pedroso da Silveira, no bairro do Pari e ao diretorio acadêmico da Faculdade de Ciência da Informação da Pontifícia Universidade Católica de Campinas.

Faleceu em 3 de agosto de 1966, em São Paulo.

REPRESENTAÇÃO DA INFORMAÇÃO ATRAVÉS DA SEMÂNTICA DISCURSIVA


A Oficina Representação da Informação através da semântica discursiva no campo da Ciência da Informação é um projeto de extensão no âmbito do Laboratório de Tecnologias Intelectuais – Lti do Departamento de Ciência da Informação da Universidade Federal da Paraiba, coordenado pela Profa.Dra.Isa Maria Freire. O projeto recebe o apoio do Programa de Pós-Graduação em Ciência da Informação e do Programa de Extensão da Universidade Federal da Paraíba.

Esta ação de extensão é fruto da experiência da Profa.Dra.Maria Elizabeth Baltar Carneiro de Albuquerque, do Departamento de Ciência da Informação – DCI e do Programa de Pós-Graduação em Ciência da Informação – PPGCI, que em sua tese de doutorado em Letras utilizou a semântica discursiva como metodologia para indexar folhetos de cordel. Esta metodologia garante que um mesmo sistema ou sistemas afins usem os mesmos conceitos para representar documentos semelhantes, bem como facilitará a comunicação entre o indexador, o usuário e o sistema com a utilização de um mesmo vocabulário.

A criação da Oficina foi motivada por:

1) Perceber a necessidade de capacitar bibliotecários, no campo da representação temática da informação.

2) Contribuir, mediante a aplicação metodológica da semântica discursiva, na indexação de suportes informacionais.

Os encontros são desenvolvidos mediante aulas expositivas e exercícios práticos, com vistas ao desenvolvimento, discussão e aproveitamento das oportunidades de aprendizagem.

São duas oficinas, com aulas presenciais, com duração de 16h/a, ocorrendo:

a) 07 e 08 de março, das 8h às 12h, das 14h às 18h, no Auditório Azul do CCSA/UFPB
b) Adiada - (Aguardem nova data) - UFRN

Públicos:

1) Bibliotecários do Sistema de Bibliotecas da UFPB – 30 vagas

2) Bibliotecários do Rio Grande do Norte – 40 vagas, sendo 10 para alunos do Curso de Biblioteconomia/UFRN.




RESPONSÁVEL:
Profa. Dra. Maria Elizabeth Baltar Carneiro de Albuquerque

APOIO:
Maurício Pereira da Costa Junior
Karcia Lúcia Oliveira Dias
Danielle dos Santos Souza Belisario

APOIO INSTITUCIONAL:
DCI/UFPB
CURSO DE BIBLIOTECONOMIA – UFRN
LTI
PPGCI
ASSOCIAÇÃO DE BIBLIOTECÁRIOS RN


sábado, 2 de março de 2013

Texto de ARTUR PIRES


Um Assaré de lembranças*

Fonte: http://impressoesmundanas.blogspot.com.br/
 
(Ilustração: Patativa do Assaré - Infogravura de Arievaldo Viana)
 
Artur Pires

Foi em Assaré, Cariri cearense, que vivi os primeiros anos da minha infância. Nasci em Barbalha (por vontade de minha mãe, que é de lá), também no Cariri (e viajava para lá e para o Crato com frequência para visitar a parentada), mas é do Assaré que carrego as mais remotas reminiscências pueris, lá pelos derradeiros anos da década de 80. Morávamos eu, meus pais e uma das minhas irmãs numa casa simples e bonita, de mureta branca e portãozinho de ferro - à vista de todos os que passavam em frente ao local -, jardim multicor, tomado de flores e plantas, que davam uma suavizada de brisa leve e fagueira ao calor de suar em bicas que fazia por aquelas bandas.
As samambaias suspensas em jarros se espreguiçavam na varanda, os crótons margeavam os cantos do muro com sua mistura de cores, os beija-flores toda manhã vinham bicar as papoulas e, pintando parte da paisagem do jardim de encarnado, um bouganville vermelho recebia cotidianamente a visita de sabiás e bem-te-vis em seus galhos.
 
No quintal, mais pés de plantas: goiaba, ata, mostarda, pimenta malagueta, pimentão, tomate, capim santo, erva cidreira e erva doce esverdeavam aquela parte de trás da morada. Os calangos eram vistos aos magotes. Ficavam também por ali as galinhas de capoeira que minha mãe criava. Nesta fase da infância, meus animais de estimação eram os pintinhos. Quando brincava com eles, minha mãe ficava de olho em mim para que não os esmagasse em arrochos desmedidos. Algumas vezes os vi nascer, naquela luta árdua pela liberdade:
O pinto dentro do ovo
aspirando um mundo novo
não deixa de biliscar,
bate o bico, bate o bico,
bate o bico, tico tico
pra poder se libertar
(Patativa do Assaré – Lição do Pinto)

ACORDA!!!!




ACORDA!!!
*
Quando na corda peguei
Foi pra laçar meu destino
Sem cometer desatino
O meu futuro plantei,
E tudo que semeei
Vi de fato germinar.
Pra quem não sabe lutar
A corda é boa pedida
No pescoço acaba a vida
Basta só se acovardar.
Dalinha Catunda
*
Na tristeza acaba o riso
no estio seca a fonte
no mar morre o horizonte
na luz tem o que eu preciso
quando faço um improviso
sou semente a germinar
vela acesa no altar
sigo de cabeça erguida
no pescoço acaba a vida
basta só se acovardar
João Bosco
*
Foto colhida na Internet