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sábado, 8 de março de 2014
CORDEL O NORDESTINO...
HOMENAGEM A BETH BALTAR
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Pesquisa mapeia temas das pelejas de cordel (ed. 8/3/2014)
Realizada no Programa de Pós-Graduação em Ciência da Informação da UFPB, a pesquisa fez um levantamento dos temas mais recorrentes no cordel. A professora do curso de Biblioteconomia e vice-coordenadora do programa, Maria Elizabeth Baltar, orientou a pesquisa. Mais informações com o repórter Márcio de Lima.
sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014
CORDEL O NORDESTINO LINGUAJAR DO NORDESTINO
OCIONE SOARES-POETA MENOR
FEVEREIRO DE 2014
01
Nordestino é destemido
Valente e trabalhador
Na faculdade da vida
Já nasceu sendo doutor
Um leigo superdotado
Mantem seu palavreado
Sem alterar o teor
02
Não gosta de imitar
Detesta ser imitado
E quando fica confuso
Diz que estar CHAFURDADO
Com muita coisa a fazer
Começa logo a dizer
Que estar APERREADO
03
Nunca dispensa o OXENTE
MODE QUÊ e nem PAI DEGUA
CONFUSÃO é BOCA QUENTE
BARRAÍ é uma trégua
Bêbado, ENTRAMBECANDO
De cochicho é FUXICANDO
Seis quilômetros é LÉGUA
04
A PULSO é contra vontade
Briga com ele é ARENGA
Chinelo chama APRACATA
Toda prostituta é QUENGA
O FRÔXO é muito medroso
APURRINHADO é raivoso
Foice pequena, ESTROVENGA
FEVEREIRO DE 2014
01
Nordestino é destemido
Valente e trabalhador
Na faculdade da vida
Já nasceu sendo doutor
Um leigo superdotado
Mantem seu palavreado
Sem alterar o teor
02
Não gosta de imitar
Detesta ser imitado
E quando fica confuso
Diz que estar CHAFURDADO
Com muita coisa a fazer
Começa logo a dizer
Que estar APERREADO
03
Nunca dispensa o OXENTE
MODE QUÊ e nem PAI DEGUA
CONFUSÃO é BOCA QUENTE
BARRAÍ é uma trégua
Bêbado, ENTRAMBECANDO
De cochicho é FUXICANDO
Seis quilômetros é LÉGUA
04
A PULSO é contra vontade
Briga com ele é ARENGA
Chinelo chama APRACATA
Toda prostituta é QUENGA
O FRÔXO é muito medroso
APURRINHADO é raivoso
Foice pequena, ESTROVENGA
quinta-feira, 23 de janeiro de 2014
"CORDEL EM OITAVAS
01
PRATIQUE SEMPRE A PAZ
NÃO ESQUEÇA DEUS JAMAIS
ABOMINE O SATANÁS
SEJA PREGADOR DO BEM
DESAPROPRIE A MALDADE
CONSTITUA AMIZADE
FALE SOMENTE A VERDADE
NUNCA INVEJE NINGUÉM
02
CONSERVE A HONESTIDADE
MANTENHA A SERENIDADE
DESTRUA A PERVERSIDADE
SEJA DA FÉ PRATICANTE.
CONDENE O OSTRACISMO
SE AFASTE DO CINISMO
ADOTE O CRISTIANISMO
SEJA UM PERSEVERANTE
03
CONTRIBUA COM FERVOR
TIRE DO PEITO O RANCOR
PLANTE NO PEITO O AMOR
OSTENTE SEMPRE ALEGRIA
AGRADEÇA A BONANÇA
ETERNIZE A CONFIANÇA
MANTENHA A ESPERANÇA
NÃO USE A COVARDIA
04
DO ÓDIO NÃO SE APODERE
TAMBEM NÃO SE DESESPERE
E ADRENALINA LIBERE
E SEMPRE DÊ O PERDÃO
E ABRACE COM VEEMÊNCIA
O TEMOR E A PACIÊNCIA
TENHA MUITA OBSTINÊNCIA
E MUITA DETERMINAÇÃO
05
COMPARTILHE A CARIDADE
SEMEANDO A BONDADE
TRANSPONDO PROSPERIDADE
VALORIZANDO A JUSTIÇA
DESTRUA A REBELDIA
CONTROLE SUA EUFORIA
DETENHA A SABEDORIA
E NÃO CONSERVE COBIÇA
06
JAMAIS PRATIQUE ALGUM MAU
VALORIZE O IDEAL
DESARME SEU ARCENAL
SE DISTANCIE DA LUXÚRIA
NÃO ANDE NA INCERTEZA
NÃO PRATIQUE AVAREZA
DERROTE O MAR DA TRISTEZA
E CONDENE A INJÚRIA
PRATIQUE SEMPRE A PAZ
NÃO ESQUEÇA DEUS JAMAIS
ABOMINE O SATANÁS
SEJA PREGADOR DO BEM
DESAPROPRIE A MALDADE
CONSTITUA AMIZADE
FALE SOMENTE A VERDADE
NUNCA INVEJE NINGUÉM
02
CONSERVE A HONESTIDADE
MANTENHA A SERENIDADE
DESTRUA A PERVERSIDADE
SEJA DA FÉ PRATICANTE.
CONDENE O OSTRACISMO
SE AFASTE DO CINISMO
ADOTE O CRISTIANISMO
SEJA UM PERSEVERANTE
03
CONTRIBUA COM FERVOR
TIRE DO PEITO O RANCOR
PLANTE NO PEITO O AMOR
OSTENTE SEMPRE ALEGRIA
AGRADEÇA A BONANÇA
ETERNIZE A CONFIANÇA
MANTENHA A ESPERANÇA
NÃO USE A COVARDIA
04
DO ÓDIO NÃO SE APODERE
TAMBEM NÃO SE DESESPERE
E ADRENALINA LIBERE
E SEMPRE DÊ O PERDÃO
E ABRACE COM VEEMÊNCIA
O TEMOR E A PACIÊNCIA
TENHA MUITA OBSTINÊNCIA
E MUITA DETERMINAÇÃO
05
COMPARTILHE A CARIDADE
SEMEANDO A BONDADE
TRANSPONDO PROSPERIDADE
VALORIZANDO A JUSTIÇA
DESTRUA A REBELDIA
CONTROLE SUA EUFORIA
DETENHA A SABEDORIA
E NÃO CONSERVE COBIÇA
06
JAMAIS PRATIQUE ALGUM MAU
VALORIZE O IDEAL
DESARME SEU ARCENAL
SE DISTANCIE DA LUXÚRIA
NÃO ANDE NA INCERTEZA
NÃO PRATIQUE AVAREZA
DERROTE O MAR DA TRISTEZA
E CONDENE A INJÚRIA
"EM TODA CIDADE TEM (CORDEL) OCIONE-POETA MENOR
(01)
Existe em toda cidade
Muitas pessoas de bem
Pessoas bem sucedidas
Pessoas ruins também
Quero contar pra vocês
O que toda cidade tem
(02)
Chegando em uma cidade
Você encontra de tudo
De gente trabalhadora
À gente sem conteúdo
E gente que passa o tempo
A procura de estudo
(3)
Também na cidade tem
O malandro espertalhão
Que passa o dia inteiro
Andando no calçadão
E sem querer trabalhar
Enrolando o cidadão
(4)
Existe em toda cidade
Luxúria e muita beleza
Quem trabalhe honestamente
Para construir riqueza
E boa parte curtindo
Fartura de safadeza
(5)
Ainda existe também
Diversas repartições
Prefeitura, hospitais
E parques de diversões
Praças e redes bancárias
E cadeia para ladrões
Existe em toda cidade
Muitas pessoas de bem
Pessoas bem sucedidas
Pessoas ruins também
Quero contar pra vocês
O que toda cidade tem
(02)
Chegando em uma cidade
Você encontra de tudo
De gente trabalhadora
À gente sem conteúdo
E gente que passa o tempo
A procura de estudo
(3)
Também na cidade tem
O malandro espertalhão
Que passa o dia inteiro
Andando no calçadão
E sem querer trabalhar
Enrolando o cidadão
(4)
Existe em toda cidade
Luxúria e muita beleza
Quem trabalhe honestamente
Para construir riqueza
E boa parte curtindo
Fartura de safadeza
(5)
Ainda existe também
Diversas repartições
Prefeitura, hospitais
E parques de diversões
Praças e redes bancárias
E cadeia para ladrões
terça-feira, 21 de janeiro de 2014
CORDELTECA
Poetisa Dalinha Catunda, com o aval da ABLC, implanta na cidade de Ipueiras, no Ceará, nova CORDELTECA. A matéria que publicamos foi extraída do fecebook de Dalinha.
Sábado com a presença do secretário de cultura Nelito Catunda e seu antecessor Tardeli, implantamos na cidade e Ipueiras, a 17ª cordelteca com o aval da ABLC, Academia Brasileira de literatura de Cordel. Neste evento cultural contamos com a presença do presidente da ABLC, Gonçalo Ferreira da Silva, que veio do Rio de Janeiro, com a presidente da ACC, Academia os Cordelistas do Crato, Anilda Figueiredo. Na ocasião, Anilda Figueiredo, foi convidada a ocupar uma cadeira na Academia Brasileira de Literatura de Cordel, dando prosseguimento ao intercâmbio pelo qual tanto tenho lutado entre as academias: ABLC e ACC. Contamos também com a marcante presença da poeta cordelista Josenir Lacerda, uma das fundadoras da ACC, que muito tem me ajudado nesta interação. É ela, o fio da meada na construção desta teia. Josenir veio acompanhada do marido Miguel Teles e do filho Miguel Junho, braço forte na organização do evento. Tivemos ainda da Academia dos Cordelistas do Crato: Mana que animou a todos com sua energia e Luciano Carneiro cordelista e Mestre de Cultura, que como sempre deu um show com suas declamações. Na comitiva do Crato, destaco também as professoras, Franci e Liduina que fazem parte do Grupo Flor do Cariri e foram de suma importância para o evento. Não poderia deixar de citar o comparecimento de minha prima querida, Fátima Prado. Neste “Encontro de poetas cordelistas na cidade de Ipueiras” enriquecendo o evento tivemos o cordelista Elmo Nunes que veio de Poranga, e o poeta João de Reriutaba, que veio em comitiva. Meus agradecimentos aos amigos, as professoras e os radialistas que aqui estiveram prestigiando este Encontro de Poetas em Ipueiras.
Acesse também: http://www.cecordel.com.br
Acesse também: http://www.cecordel.com.br
A Cara do Meu Sertão Autor: Ocione do Maranhão – O Poeta Menor
1
Neste meu cordel querido
De origem em Portugal
Lido e cantado nas feiras
Publicado em jornal
Peço a Deus inspiração
Pra cantar o meu sertão
De forma original
2
Sertão onde o sertanejo
Acorda de manhã cedo
Reúne mulher e filho
Não cansa o braço e o dedo
Fazendo o sinal da cruz
Agradecendo a Jesus
Corajoso sem ter medo
3
Vivendo em casa bem simples
Sem muita ornamentação
Na parede principal
O santo da devoção
No quarto um oratório
Pro momento obrigatório
Na hora da oração
4
Para dormir não precisa
Usar um ventilador
Naturalmente a brisa
Já refresca o seu calor
Acorda na hora certa
Pois o galo lhe desperta
Melhor que despertador
5
Tem cavalo bom de sela
E cachorro bom de caça
Um fogão feito de barro
Paredes cor de fumaça
Alguns porcos no chiqueiro
Outros dentro de um barreiro
Ancoretas de cachaça
6
Quintal cercado de vara
Lotado de plantação
Com todo tipo de planta
Que existe na região
Limão azedo e miúdo
Arruda que cura tudo
Hortelã e manjericão
Neste meu cordel querido
De origem em Portugal
Lido e cantado nas feiras
Publicado em jornal
Peço a Deus inspiração
Pra cantar o meu sertão
De forma original
2
Sertão onde o sertanejo
Acorda de manhã cedo
Reúne mulher e filho
Não cansa o braço e o dedo
Fazendo o sinal da cruz
Agradecendo a Jesus
Corajoso sem ter medo
3
Vivendo em casa bem simples
Sem muita ornamentação
Na parede principal
O santo da devoção
No quarto um oratório
Pro momento obrigatório
Na hora da oração
4
Para dormir não precisa
Usar um ventilador
Naturalmente a brisa
Já refresca o seu calor
Acorda na hora certa
Pois o galo lhe desperta
Melhor que despertador
5
Tem cavalo bom de sela
E cachorro bom de caça
Um fogão feito de barro
Paredes cor de fumaça
Alguns porcos no chiqueiro
Outros dentro de um barreiro
Ancoretas de cachaça
6
Quintal cercado de vara
Lotado de plantação
Com todo tipo de planta
Que existe na região
Limão azedo e miúdo
Arruda que cura tudo
Hortelã e manjericão
quarta-feira, 13 de novembro de 2013
A cultura popular nas capas de folhetos de Cordel de Antonio Barreto
Capas de folhetos com Literatura de Cordel, de autoria de Antonio Barreto:
Aula de Arcadismo em Cordel
Dois Cordelistas do Sertão na Passarela do Cotidiano
Discurso de um Caipira Arretado
Biblioteca Juracy Magalhães Júnior – 44 Anos Oferecendo um Mar de Conhecimentos
Queremos de Volta o Aeroporto 2 de Julho
Eliete Borges nas Veredas do Destino
Dois Cordelistas do Sertão na Passarela do Cotidiano
Discurso de um Caipira Arretado
Biblioteca Juracy Magalhães Júnior – 44 Anos Oferecendo um Mar de Conhecimentos
Queremos de Volta o Aeroporto 2 de Julho
Eliete Borges nas Veredas do Destino
JeosaFá escreve sobre Patativa do Assaré
Por JeosaFá, via blog Amplexos do JeosaFá
Org. Gilmar de Carvalho
A obra de Patativa do Assaré, edição após edição, vê as barreiras do preconceito caírem e seu público aumentar por todos os cantos do país. A linguagem moldada pela sonoridade, pela visão de mundo, pelo modo de vida – e pela viola – nordestinos, seus poemas retratam a labuta, os sentimentos e a índole dos que enfrentam os infortúnios da seca e da miséria numa região em que a violência e a injustiça social andam de mãos dadas.
A obra de Patativa do Assaré, edição após edição, vê as barreiras do preconceito caírem e seu público aumentar por todos os cantos do país. A linguagem moldada pela sonoridade, pela visão de mundo, pelo modo de vida – e pela viola – nordestinos, seus poemas retratam a labuta, os sentimentos e a índole dos que enfrentam os infortúnios da seca e da miséria numa região em que a violência e a injustiça social andam de mãos dadas.
Seus textos ficaram conhecidos pelo público mais amplo primeiramente na voz e na sanfona de Luiz Gonzaga, o Luiz do Baião. Composições como “Triste Partida” – rodou muito tempo pelas rádios e forrós do país e hoje, em um belo vídeo de animação, circula na televisão, nos DVDs particulares e na internet:
“Nós vamo a São Paulo
que a coisa tá feia.
Por terras aleia
nós vamo vagá.
Se o nosso destino
não fô tão mesquinho
Pro mermo cantinho
Nós torna a vortá.”
sexta-feira, 8 de novembro de 2013
Dalinha Catunda e Orlando Santana
Dalinha Catunda e Orlando Santana
.
Só gosto de versejar
Quando sinto inspiração
Pois assim falo co’a alma
E também co’o coração
O verso sem sentimento
Falta nele o condimento
Que tempera a paixão.
.
Há poetas que costuram
Os versos em boa linha
Como os que eu tenho lido
Da poetisa Dalinha.
Esta tece versos bons
Pois já nasceu com os dons
Das musas da poesia.
Quando sinto inspiração
Pois assim falo co’a alma
E também co’o coração
O verso sem sentimento
Falta nele o condimento
Que tempera a paixão.
.
Há poetas que costuram
Os versos em boa linha
Como os que eu tenho lido
Da poetisa Dalinha.
Esta tece versos bons
Pois já nasceu com os dons
Das musas da poesia.
Orlando Santana
.
Concordo com o poeta,
Esta é minha opinião:
Os versos sem sentimentos
Não tocam meu coração.
Eu gosto da poesia,
Que tem sabor e magia,
E acende a minha emoção.
.
Obrigada pelos versos
Agradeço a louvaminha,
O seu versejar me agrada
Seguimos a mesma linha,
E volte quando quiser,
Pra cantar com esta mulher
Que com os versos se alinha.
Dalinha Catunda
Ilustração de Dalinha Catunda
quarta-feira, 23 de outubro de 2013
Outubro cor-de-rosa
É neste mês de outubro
Com o mundo todo rosado
Que temos uma grande torcida
E um belo laço usado
Esse laço cor-de-rosa
Tem o amor representado.
Representa uma causa
De uma forma elegante
Dedicada às mulheres
E ao seu representante
Bem bonita e feminina
Com um jeito bem motivante.
Que temos uma grande torcida
E um belo laço usado
Esse laço cor-de-rosa
Tem o amor representado.
Representa uma causa
De uma forma elegante
Dedicada às mulheres
E ao seu representante
Bem bonita e feminina
Com um jeito bem motivante.
quarta-feira, 16 de outubro de 2013
PROFESSOR SER DE LUZ
Lucarocas
Grande ser que é divino iluminado
Que a outros a um bom caminho conduz
Seu labor faz o homem transformado
E as trevas com seu amor se tornam luz.
Seu saber sempre é compartilhado
À bondade e honradez sempre ele induz
E por Deus sempre é abençoado
Pelo bem e conhecer que reproduz.
O espírito de grande conhecimento
Que no outro promove crescimento
Dando ao homem mais sapiência e amor.
Este ente que ilumina qualquer ser
Que nos dá toda forma de saber
Deus o fez ser de luz, ó professor.
terça-feira, 10 de setembro de 2013
Fred, Cordel e Cordelaria
FRED, CORDEL E CORDELARIA
*
Amigo Fred Monteiro
Que hoje escreve cordel
E sem pena do papel
Criou um novo roteiro
Mesmo sem ganhar dinheiro
Faz o que muito aprecia
Tem uma cordelaria
Que virou o seu xodó
Faz cordel como ele só
E não falta parceria.
*
Já fez cordel com Dalinha
Já falou do mensalão
Já pelejou com João
Esta sempre numa rinha
E não é mentira minha
Porque não gosto de peta
Com a Claude e com Capeta
Também andou pelejando
Metrificando e rimando
E fazendo pirueta.
*
Fred é sujeito bacana
Que gosta de versejar
Seu ofício de editar
Aprendeu numa semana
E lá no Besta Fubana
Tem seus parceiros de verso
Fez dupla com Itaerço
Sujeito de Imperatriz
Que verseja e pede bis
Querendo fazer sucesso.
*
Texto e foto de Dalinha Catunda
FLORES QUE VI NO SERTÃO
![]() |
| Chanana |
| Melão Caetano |
| Salsa |
FLORES QUE VI NO SERTÃO
Quando uma flor desabrocha
Mexe com minha emoção
Relembro as belas boninas
Cheirosas do meu sertão
E a minha saudade canto
Pois novamente me encanto
E sonho com meu rincão.
*
Com sua flor amarela
Frutinhas alaranjadas
Recordo o Melão Caetano
Em cercas ou nas latadas
Ornamentando caminhos
E atraindo passarinhos
Nos bons tempos de invernadas.
*
É a salsa tomando o pasto,
E o lilás da jitirana,
A bela mangerióba,
A brancura da chanana,
É o floreado silvestre
Que engalana o agreste
Quando a santa chuva emana.
*
Versos e fotos de Dalinha Catunda
terça-feira, 20 de agosto de 2013
Livro de Beth Baltar
E saiu do forno o novo livro
de Beth Baltar!
A autora informa que o livro encontra-se à venda no site da Editora Appris.
segunda-feira, 19 de agosto de 2013
AGOSTO E OS POETAS
Dizem que o mês de agosto tem uma aura de mistério. Mês do desgosto, segundo os supersticiosos... Não é a toa que os poetas tem um certo receio do dia 24, dia de São Bartolomeu. Vejamos o que diziam Leandro Gomes de Barros e José Pacheco:
“Vinte quatro de agosto
Uma data duvidosa
Dia em que o diabo se solta
E pode dizer uma prosa,
Nesse dia foi o parto
Da Vaca Misteriosa”
(O boi misterioso – Leandro)
A vinte quatro
Do oitavo mês do ano
Todo pessoal ‘romano’
Teme a São Bartolomeu...
(Peleja de um cantador de coco com o diabo – José Pacheco)
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